Cultura – Riot Grrrls & Agora

Eu devia ter uns 13 anos quando ouvi falar pela primeira vez em riot grrrls, o que é claro, uma ótima fase para conhecer esse movimento feminista que envolve a ética punk. Com treze anos, eu descobri que é o machismo, por exemplo, o primeiro menino que eu beijei me disse que  era inadmíssivel eu ficar com outros,  sendo que ele, na verdade ficava com várias outras garotas.

Então obviamente, ler sobre riot grrrls e escutar as bandas relacionadas a esse movimento, me fizeram crescer sabendo que o mundo é mais do que se vê e do que se deve aceitar como verdade.

As bandas que eu escutava eram: Le Tigre, Bikini Kill, Sleater Kinney, Veruca Salt, L7 e as brasileiras eram Dominatrix e Lava, das quais lembro. Isso me inspirou mais para a minha atitude rebelde que com treze/catorze anos é fácil de manter, do que para o meu estilo pessoal, que na época era uma mistura meio clubber, emo e camponense. (risos)

Finalizando essa breve introdução, percebo um retorno, ou melhor, uma relevância atual para esse movimento, não só pelo que houve com as Pussy Riots, mas também por uma série de razões que vou apontar aqui.

//1ª “The Punk Singer” – Assisti esse documentário no ano passado e gostei muito dele. Ele mostra a vida da Kathleen Hanna (vocalista do Bikini Kill & Le Tigre), o início da sua jornada como ativista, feminista e roqueira. Percebe-se que Kathleen foi uma pioneira e muito importante para o movimento das riot grrrls, ela realmente deu o sangue e suor para que a cena em que se encontrava mudasse. Ela confrontava os jovens machistas em seus shows, mandando-os recuar, deixando somente as mulheres na frente do palco. Foi ameaçada de morte e várias outras coisas chatas aconteceram com ela. No final do documentário, há um enfoque na sua doença e condição atual, o que é uma lástima.

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//2ª Quando Bikini Kill terminou e antes de Le Tigre ter surgido, Kathleen continuou com a carreira musical em uma produção independente chamada “Julie Ruin”. A banda fará uma apresentação no aclamado festival da Pitchfork.

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//3ª A banda americana de Olympia (estado de Washington), Sleater-Kinney também participou da cena riot e indie rock do anos 90. Este ano elas lançaram um novo álbum intitulado “No Cities to Love”. É um álbum MUITO f&da e segundo meu namorado (ótimo entendedor de música): “é um dos primeiros discos lançados esse ano e dificilmente vai surgir outro melhor”.

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Deixo aqui o link do you tube para escutar o álbum inteiro

//4ª Carrie Brownstein (vocalista/guitarrista do Sleater-Kinney), está mais forte do que nunca na mídia, tudo graças ao seriado de comédia de sketches chamado “Portlandia”.É uma série muito nonsense e debochada. Vale a pena assistir, os episódios são curtos, tem a duração de 20 minutos e é pura diversão garantida, além de ótimas referências pops e participações inusitadas de atores e pessoas do meio da música.

Portlandia

A Carrie parabenizou as atrizes e criadoras do seriado Broad City, série sobre duas amigas que fazem bastantes loucuras sem algum pudor em Nova York. Assisti alguns episódios dessa série, mas parei de vê-la devido ao alto número de seriados que acompanho (em torno de 8).

o-BROAD-CITY-facebook

6ª O site Style aponta a volta da banda L7, a exposição da Björk no MoMA e o novo álbum do Sleater-Kinney, alegando que o movimento está na mente deles, e que antes de existir ingênuas cantoras pop expondo ideias feministas, havia as riot grrrls, rainhas grunges e deusas punks.  Há uma galeria de fotos com várias imagens icônicas dessas mulheres.

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7ª Apesar das riot grrrls não ligarem para aparência ou estética e serem a favor do não-consumismo e do DIY (faça você mesmo), elas criaram uma contra estética, baseada na atitude e na cena underground. Herdaram as vestes rasgadas e desleixadas dos punks, bem como os coturnos e flanelas dos grunges  e gostavam de provocar a ira dos machistas com os vestidos colados tipo regatas longas, o uso da meia calça como calça (herança de Edie Sedgwick), também foi revitalizado pela Kathleen Hanna em Bikini Kill.

Uma breve montagem feita por mim para ilustrar melhor essa atitude girl power, imagens das principais bandas e cantoras desse movimento (imagens encontradas no pinterest).

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Espero que tenham gostado!

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Sobre roos.evelyn

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